O consumo de drogas, especialmente do álcool, seguido do tabaco, maconha e cocaína, existe em qualquer setor social, inclusive no ambiente de trabalho, variando apenas o grau de incidência na empresa e a maneira de tratar o problema.

 A dependência química de empregados provoca danos pessoais e prejuízos corporativos como queda de produtividade do funcionário, faltas, atrasos, acidentes de trabalho e demissões, entre outros. É de extrema importância, portanto, que as empresas adotem programas preventivos para evitar ou reduzir este tipo de ocorrência no ambiente profissional, buscando melhorar a qualidade de vida e a saúde de seus funcionários e da empresa como um todo.

Cabe aqui destacar que a Saúde é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um estado de bem-estar físico, mental e social, que não implica somente ausência de doença, mas também qualidade de vida.

Muitas empresas brasileiras vêm implementando programas de prevenção e conscientização como a Sabesp, Volkswagen, Avon, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Azaléia, Sesi, Schering, entre outras, tendo obtido resultados significativos na conscientização e redução do uso de drogas entre os seus funcionários.

Algumas profissões ou atividades profissionais são mais vulneráveis que outras à introdução de substâncias psicoativas no cotidiano dos funcionários. As novas gerações, em início de vida profissional, podem enfrentar vários tipos de dificuldades como, por exemplo, maior exposição às drogas da moda consumidas em baladas de fim de semana, como ecstasy e ácidos, sem falar no álcool consumido em grande quantidade em grupos de jovens. Além disso, nas classes de menor poder aquisitivo, os jovens sofrem grande pressão da família, uma vez que muitas vezes são os únicos que trabalham com registro em carteira (“arrimos de família”) e estão, ainda, num período de indecisão quanto à sua vocação profissional, trabalhando de dia e estudando à noite. Neste cenário, a droga pode ter um papel de alívio das angústias existenciais, tensões, frustrações e estresse do dia-a-dia. Como conseqüência, a capacidade individual de exercer, com propriedade as tarefas profissionais durante a semana de trabalho, acaba ficando debilitada.

É importante ressaltar que o uso de drogas no ambiente profissional não se restringe aos escalões de nível médio e inferiores, mas está também nos cargos de chefia.

Autores: Luciana Cerdeira, Julio Rubinstein e Mônica Valente