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O consumo de drogas, especialmente do álcool, seguido do tabaco, maconha e cocaína, existe em qualquer setor social, inclusive no ambiente de trabalho, variando apenas o grau de incidência na empresa e a maneira de tratar o problema.
A dependência química de empregados provoca danos pessoais e prejuízos corporativos como queda de produtividade do funcionário, faltas, atrasos, acidentes de trabalho e demissões, entre outros. É de extrema importância, portanto, que as empresas adotem programas preventivos para evitar ou reduzir este tipo de ocorrência no ambiente profissional, buscando melhorar a qualidade de vida e a saúde de seus funcionários e da empresa como um todo.
Cabe aqui destacar que a Saúde é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um estado de bem-estar físico, mental e social, que não implica somente ausência de doença, mas também qualidade de vida.
Algumas profissões ou atividades profissionais são mais vulneráveis que outras à introdução de substâncias psicoativas no cotidiano dos funcionários.
As novas gerações, em início de vida profissional, podem enfrentar vários tipos de dificuldades como, por exemplo, maior exposição às drogas da moda consumidas em baladas, como ecstasy e ácidos, sem falar no álcool consumido em grande quantidade em grupos de jovens.
Além disso, nas classes de menor poder aquisitivo, os jovens sofrem grande pressão da família, uma vez que, muitas vezes, são os únicos que trabalham com registro em carteira (“arrimos de família”) e estão, ainda, num período de indecisão quanto à sua vocação profissional, trabalhando de dia e estudando à noite. Neste cenário, a droga pode ter um papel de alívio das angústias existenciais, tensões, frustrações e estresse do dia-a-dia. Como conseqüência, a capacidade individual de exercer, com propriedade as tarefas profissionais durante a semana de trabalho, acaba ficando debilitada.
É importante ressaltar que o uso de drogas no ambiente profissional não se restringe aos escalões de nível médio e inferiores, mas está também nos cargos de chefia. |
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O PERCEPTO - Programa Personalizado de Prevenção em Empresas tem como objetivo
- Sensibilizar os funcionários da empresa em relação às questões de uso e abuso de álcool e outras drogas, para que possam ocupar uma posição mais crítica e consciente em relação ao tema proposto, reduzindo a demanda para o consumo destas substâncias.
As intervenções baseiam-se na conscientização e na mudança de comportamento das pessoas em relação às drogas, discutindo seu uso dentro de um contexto de saúde, com ações voltadas para que o funcionário entre em contato com possíveis comportamentos de risco, que muitas vezes passam desapercebidos.
Para garantir um trabalho efetivo, trabalhamos em três níveis de prevenção - primária, secundária e terciária.
Objetivos específicos dos diferentes níveis de prevenção:
Prevenção Primária – Evitar que a pessoa experimente drogas ou adiar essa experimentação. Considera-se que nesta fase a pessoa não teve contato, até o momento, com nenhuma substância psicoativa.
Prevenção Secundária – Evitar que a experimentação e/ou uso ocasional tornem-se freqüentes, ou atinjam níveis de dependência, além de evitar episódios de abuso de drogas. Considera-se que nesta fase a pessoa já fez ou faz algum uso de substâncias psicoativas Prevenção Terciária – Atuar nos casos onde a dependência já esteja instalada. Neste nível de prevenção implanta-se o tratamento propriamente dito, fazendo parte deste o encaminhamento dos funcionários para profissionais específicos (psiquiatras, psicólogos) e/ou clínicas especializadas no tratamento de dependência química.
Metodologia do Programa
O Programa Personalizado de Prevenção em Empresas é realizado em três etapas estratégicas, sendo estas:
1 - Mapeamento e Diagnóstico
2 - Workshop de Sensibilização e Prevenção
3 - Encaminhamento para Rede Interdisciplinar Parceira de Tratamento |
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Etapa 1 - Mapeamento e Diagnóstico
A etapa de Mapeamento e Diagnóstico consiste em ouvir as demandas dos diversos setores da instituição para criar estratégias compatíveis com o seu modo de funcionamento, com a realidade de sua população e com as tendências de consumo da sociedade.
Esta primeira etapa é realizada através de entrevistas direcionadas com os responsáveis das áreas consideradas estratégicas para o levantamento de informações: o assistente social, o médico do trabalho, o responsável pela área de Recursos Humanos e chefias específicas sugeridas pela empresa. |
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